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Da borda do planalto, pela rota das caravanas, da cidade de pedra ao lago Obruk.
Cultural4 Paragem

Da borda do planalto, pela rota das caravanas, da cidade de pedra ao lago Obruk.

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Esta rota explora a região de Konya, não pelos seus monumentos centrais, mas pelas suas áreas periféricas. Ao longo de um dia, você viajará das rochas vulcânicas no sudoeste da planície até o estreito vale no noroeste da cidade, e de lá, seguirá a antiga rota de caravanas que leva a Aksaray, passando por duas hospedarias seljúcidas. O elemento comum a todos os quatro pontos da rota é a estrada: Kilistra foi fundada na antiguidade na chamada "Rota Real", Sille era um ponto de parada em uma antiga rota que ligava Istambul a Jerusalém, e as hospedarias de Zazadin e Obruk estavam localizadas ao longo da rota que as caravanas seguiam de Konya para a Capadócia no século XIII.

A primeira parada é Kilistra, localizada em Gökyurt, perto de Meram. Neste assentamento, situado a cerca de cinquenta quilômetros a sudoeste da cidade, pessoas vivem desde séculos antes de Cristo. Durante o período bizantino, casas, cisternas e postos de observação foram esculpidos em rochas vulcânicas macias, distribuídos por cinco diferentes formações rochosas. As faces das rochas são mais nítidas sob a luz suave da manhã, por isso, é um ótimo lugar para começar o dia.

A segunda parada é Sille, que você alcança retornando à cidade e seguindo por cerca de oito quilômetros em direção ao noroeste. As casas de pedra construídas nas encostas de um vale profundo, as pontes que se alinham ao longo do riacho, um banho otomano restaurado e o lago da barragem acima do vale compõem a paisagem deste local, que foi declarado Patrimônio Urbano em 2001. Este é também o local ideal para uma pausa para o almoço.

À tarde, você seguirá em direção a Aksaray, partindo da extremidade leste da cidade. Cerca de vinte e dois quilômetros depois, perto de Tömek, você encontrará a hospedaria de Zazadin, construída entre 1235 e 1237 pelo vizir Sadeddin Köpek. Com suas paredes construídas com pedras reaproveitadas, sua porta dupla de cores contrastantes e sua seção coberta com cúpula, este é um exemplo completo da arquitetura das hospedarias seljúcidas.

A última parada é a hospedaria de Obruk, localizada na aldeia de Obruk, dentro dos limites de Karatay, e que fica bem ao lado do Lago Kızören Obruğu, a maior depressão da região. Você pode terminar o dia aqui, observando o sol se pondo sobre a planície, à beira da depressão.

A rota foi planejada levando em consideração a geografia e a luz: ela segue de sudoeste para nordeste, e a parada com a melhor vista fica reservada para o final da tarde. A distância total a ser percorrida é longa, e é necessário passar pelo centro da cidade entre Kilistra e Kızören; abasteça o seu veículo na cidade. É essencial usar calçados resistentes e antiderrapantes na área rochosa de Kilistra e na beira do precipício de Kızören; evite se aproximar de pontos sem proteção na beira da depressão. Leve água e um chapéu, pois há pouca sombra nas três paradas, exceto em Sille. Verifique as condições de visita às hospedarias e aos sítios arqueológicos antes de ir, pois elas podem mudar com o tempo, consultando o site da Prefeitura de Konya A viagem de Kızören até Aksaray, pela estrada que leva à cidade, tem aproximadamente setenta e cinco quilômetros.

Fontes:

Meram, Konya
Cultural
4 Paragem
~5 h nos locais
Percurso ~109,6 km · 3 h 3 min
Total ~8 h 3 min
19 de outubro de 2026

Paragens da rota

1
Kilistra Antik Kenti (Gökyurt)

Cidade Antiga de Kilistra (Gökyurt)

~1 h 30 min aqui
Kilistra Mahallesi (eski adıyla Gökyurt), Meram / Konya

Para chegar a Kilistra, partem de Konya, existem duas rotas, e a escolha de qual usar determinará o curso do seu dia. De acordo com o Portal de Cultura, a primeira rota é através de uma estrada asfaltada de trinta e quatro quilômetros até Hatunsaray, seguida por uma estrada de quinze quilômetros em direção a Gökyurt. A segunda rota é uma estrada de acesso de aproximadamente nove quilômetros que parte da rodovia Konya-Antalya, no quilômetro trinta e seis, e que se encontra no desvio de Kayalı. Para otimizar o tempo e ter mais variedade, é recomendável usar a estrada de Hatunsaray na ida e a estrada de Antalya no retorno, passando por Sille no caminho de volta. Se você chegar por Hatunsaray, entrará na área seguindo a antiga Estrada Real, cujos pavimentos de pedra ainda estão preservados. Ao estacionar o carro, reserve alguns minutos para caminhar sobre esses pavimentos, pois eles contam a história de por que este local foi escolhido para a instalação. De acordo com o Portal de Cultura, os artefatos cerâmicos encontrados na região indicam que a história deste local remonta à Idade do Bronze. As rochas de Kilistra são tufos vulcânicos formados há entre onze milhões e três milhões de anos, e foram escolhidas por sua facilidade de escavação. Comece sua visita na planície em frente ao principal conjunto rochoso e observe as fachadas das rochas à distância. Essas massas, que parecem formações rochosas naturais, foram escavadas para criar amplas salas; fontes do Ministério indicam que a privacidade era um fator importante na fundação da cidade. Observe atentamente as pequenas aberturas que você pode confundir com janelas; a luz e o ar eram introduzidos através dessas aberturas, disfarçadas como grelhas e chaminés. Durante o período Bizantino inicial, o assentamento se espalhou por cinco diferentes áreas rochosas, por isso, evite se concentrar em um único ponto e caminhe pelas trilhas que conectam os diferentes conjuntos. Procure por vestígios da vida cotidiana, como cisternas, oficinas, ateliês, fontes e túmulos, próximos às residências. A grande cisterna é a estrutura mais impressionante, demonstrando a importância da água em uma região árida. As torres de observação e abrigos nas rochas mais altas indicam que o assentamento também funcionava como um posto de vigilância. A capela em forma de cruz, esculpida em uma das rochas, é a estrutura mais conhecida do local; você pode apreciá-la como um exemplo de escultura arquitetônica e seguir em frente. Ao entrar nas salas de pedra, abaixe a cabeça, pois os limiares são baixos e os pisos são irregulares. Lembre-se de que algumas das cavidades ainda são usadas pela população de Gökyurt para armazenar alimentos, e evite entrar em salas com portas fechadas. No passado, alguns visitantes causaram polêmica ao escreverem nas paredes com tinta spray; como o tufo é uma rocha facilmente desgastada, evite tocar nas paredes e não deixe rastros. Para fotografar, o melhor ângulo é a partir da abertura em frente ao conjunto principal, que permite enquadrar as fachadas das rochas em sua totalidade. Como o sol da manhã incide do leste, as sombras nas cavidades são mais profundas e a textura da rocha é muito mais visível do que ao meio-dia. Como há pouca sombra no local Fonte: Portal Cultural, Kilistra (Lystra); NTV (AA), Cidade Antiga de Kilistra; CNN Türk, as formações rochosas de Konya, Kilistra; Wikipédia, Kilistra.

Kilistra é um sítio arqueológico esculpido em rocha, localizado a aproximadamente 50 quilômetros a sudoeste do centro da cidade de Konya, na região de Meram. O local, que antes se chamava Gökyurt, teve seu nome alterado para Kilistra em 2017, em homenagem à antiga cidade. O assentamento foi construído escavando o interior de colinas formadas por rochas vulcânicas macias, o que lhe confere uma semelhança imediata com os vales com formações rochosas típicos da Capadócia. A história da região é mais antiga do que se imagina. De acordo com o Portal de Cultura, fragmentos de cerâmica encontrados no local indicam que a vida na região remonta à Idade do Bronze. O sítio, onde a cidade foi construída, foi utilizado como assentamento durante os períodos helenístico e romano. Avaliações de especialistas divulgadas na mídia indicam que a presença de um assentamento regular pode ser rastreada até o século III a.C. No entanto, o período em que as estruturas esculpidas em rocha se espalharam mais amplamente foi durante o período bizantino inicial. Kilistra está situada na antiga Estrada Real, que atravessava a Anatólia de oeste a leste e era conhecida como Via Sebaste durante o período romano. Essa estrada chegava à cidade vindo da direção de Hatunsaray, e partes de seu pavimento ainda podem ser vistas hoje. A visita ao antigo sítio arqueológico, seguindo o trajeto dessa antiga estrada, é um dos momentos mais impressionantes. Hatunsaray, localizada a cerca de 15 quilômetros de distância, é conhecida como o local da cidade de Lystra, que recebeu o status de colônia militar por Roma, e os dois assentamentos permaneceram interligados ao longo da história. O plano da cidade segue o contorno das formações rochosas naturais. Durante o período bizantino inicial, o assentamento foi estabelecido em cinco locais distintos, com ênfase na discrição. As massas de rocha, que à primeira vista parecem apenas formações naturais, foram escavadas para criar amplas salas. A luz e o ar que entram no interior chegam através de aberturas e chaminés cuidadosamente disfarçadas, de forma a não serem visíveis do exterior. Nas rochas, foram esculpidas casas, cisternas, oficinas, celeiros, fontes e túmulos, enquanto torres de observação, postos de guarda e abrigos foram construídos para fins de defesa. No local, também se encontra uma pequena capela com planta em forma de cruz, esculpida na rocha. A própria rocha faz parte da narrativa. De acordo com especialistas em geologia da Universidade de Selçuk, as rochas vulcânicas que cercam Konya se formaram há aproximadamente 11 a 3 milhões de anos. Após as erupções, as cinzas que se acumularam se transformaram em camadas de tufo, que são facilmente esculpidas e trabalhadas. Em áreas onde a camada superior, mais dura, protege a rocha macia abaixo, surgem formações semelhantes a "chaminés de fada". Os especialistas também observam que essa linha de esculturas em rocha se estende em direção a Beyşehir. A partir do século XI, a região passou a ser governada pelos turcos e, em 1466, foi incorporada ao Império Otomano. A vida em Gökyurt nunca cessou; diz-se que alguns moradores ainda usam Especialistas identificaram uma fissura que desce da parte superior da rocha onde se encontra a capela, juntamente com sinais de erosão na área circundante, e afirmaram que o local precisa de maior proteção. Escrever ou desenhar nas superfícies rochosas danifica permanentemente este patrimônio frágil. Durante a visita, é importante utilizar apenas os caminhos demarcados, tanto para a sua segurança quanto para a preservação das estruturas. A forma mais prática de chegar a Kilistra é de carro particular. De acordo com o Portal de Cultura, o acesso é feito através da estrada asfaltada de 34 quilômetros que liga Konya a Hatunsaray, e depois por um caminho de 15 quilômetros em direção ao sudeste, até Gökyurt. Existe também uma segunda estrada de 9 quilômetros que parte da rodovia Konya-Antalya no quilômetro 36, virando à esquerda e passando pelo desvio de Kayalı. Para quem vem de Antalya, recomenda-se seguir a estrada que passa por Hatunsaray, seguindo a "Rota Real" até Kilistra, e depois retornar à estrada principal pelo caminho de Kayalı. A área possui pouca sombra e o terreno é irregular em alguns pontos, portanto, é importante usar calçados fechados, usar um chapéu e levar água. No inverno, a paisagem criada pela neve que cobre as rochas atrai especialmente a atenção de fotógrafos. A diferença de luz entre o interior e o exterior das salas esculpidas nas rochas resulta em fotos mais suaves durante as horas da manhã e do final da tarde. Antes de visitar, verifique se houve alguma alteração nas condições de acesso, consultando as fontes da Direção Provincial de Cultura e Turismo.
2
Sille

Sille.

~1 h 30 min aqui
Sille Mahallesi, Selçuklu / Konya

Sille fica a aproximadamente sete quilômetros do centro da cidade e pode ser facilmente acessada por ônibus municipal, microônibus ou carro. Ao retornar de Kilistra, você perceberá que está se aproximando da entrada do vale quando a estrada começar a estreitar. A melhor maneira de explorar Sille é estacionar o carro na entrada do assentamento e caminhar pela cidade, pois o valor do local reside na totalidade de suas ruas e encostas, e não em uma única estrutura. O assentamento está situado em ambos os lados de um vale profundo e estreito, dividido pelo rio Sille, que flui de norte a sul. O fundo do vale está a aproximadamente mil cento e quinze metros acima do nível do mar, e é cercado pelas colinas de Küçük Gevele e Büyük Gevele. A origem do nome "Sille" é controversa; uma teoria o relaciona a Sileno, da mitologia grega, enquanto outra o associa a "Sylla", que significa "espíritos da água". Comece sua visita caminhando ao longo do rio e observando as encostas opostas; é daqui que você terá a melhor visão de como as casas se apoiam nas rochas e umas nas outras. As antigas pontes sobre o rio conectam as duas margens e oferecem os melhores pontos para fotografar o vale. Observe de perto a pedra nas paredes das casas; a pedra de Sille, com características vulcânicas e andesíticas, era extraída na região e, devido à sua alta resistência ao calor, era utilizada na construção de fornos e como material de construção em muitos edifícios antigos de Konya. De acordo com a Wikipédia, essa pedra, que era extraída em vinte e sete pedreiras em algum momento, é atualmente produzida em apenas algumas pedreiras. No centro da cidade, procure o Hamam de Hacı Ali Ağa, construído em 1884; embora a seção para mulheres e homens, o reservatório de água e a inscrição otomana estejam em grande parte destruídos, foram restaurados. Após o banho turco, entre nas ruas estreitas que serpenteiam pelas encostas e admire as fachadas das casas tradicionais de Sille, que evocam a atmosfera histórica da região. As aproximadamente quarenta cavernas esculpidas nas encostas da face sul são consideradas um dos principais patrimônios históricos de Sille pelo Portal da Cultura; você pode contá-las observando-as da margem do rio. Até a década de 1920, Sille era um local multicultural onde diferentes comunidades viviam juntas, e sua estrutura mudou após a troca de populações de 1924; ao caminhar pelas ruas, lembre-se de que você está em um lugar que carrega as marcas dessa longa convivência. De acordo com as fontes, Sille, que tinha uma população de dezoito mil habitantes antes da República, era composta por treze bairros nos registros de 1907. Atualmente, Sille é administrada como dois bairros, Subaşı e Ak, pertencentes ao distrito de Selçuklu. Sua designação como sítio histórico em 2001 garantiu a preservação da integridade que você vê hoje. Sille também é um centro de artesanato; a cerâmica, a fabricação de velas e os tapetes tecidos com corantes naturais extraídos da planta "cehri" são famosos na região. Embora o número de teares de tapetes tenha chegado a centenas em algum momento, hoje restam apenas alguns; se você encontrar um ateliê aberto, vale a Ao olhar da represa para o vale, você pode ver de uma só vez as encostas do Pequeno Gevele, também conhecido como Monte Takkeli, e como o povoado se estende ao longo do vale. Almoçar em Sille é a opção mais adequada para o ritmo do percurso, pois as duas próximas paradas oferecem opções de alimentação limitadas. No retorno, passe pelo centro da cidade em direção ao leste e siga pela estrada de Aksaray; a próxima parada é o Han de Zazadin, localizado nessa estrada.

Fontes: Portal de Cultura, Sille; Prefeitura de Konya, Sille; NTV (AA), Sille, com 5000 anos de história, em Konya; Wikipédia, Sille e a Represa de Sille.

Sille é um assentamento histórico localizado a aproximadamente 7 quilômetros a noroeste de Konya, situado nas duas margens de um vale profundo e estreito. Atualmente, é um bairro pertencente ao distrito de Selçuklu. O Portal da Cultura apresenta Sille como um lugar único, com sua arquitetura civil integrada à paisagem natural, seu tecido urbano, vinhedos e jardins. A região tem sido habitada desde os Frígios e, a partir do período bizantino, tornou-se um importante centro de povoamento. Os Seljúcidas, os Karamanoğlus e os Otomanos também deixaram vestígios em Sille que perduram até hoje. Existem diferentes explicações sobre a origem do nome "Sille". A Wikipédia em turco menciona a possibilidade de o nome derivar de "Silenos", uma figura da mitologia grega, ou de uma palavra que significa "água borbulhante". Em uma reportagem da NTV em 2018, o Professor Dr. Ahmet Çaycı, da Universidade Necmettin Erbakan, afirma que o nome pode ter vindo de "Sylla", que significa "fadas da água". Sille está localizada entre as montanhas de Karabuğa e Küçük Gevele, no vale formado pelo rio Sille, a aproximadamente 1115 metros acima do nível do mar. O rio, que flui de norte a sul, divide o assentamento em duas partes, e as casas estão dispostas em terraços nas encostas do vale. O rio é um curso d'água com fluxo irregular, e por isso, entre 1953 e 1960, foi construída a barragem de Sille para fins de irrigação e proteção contra inundações. No fundo do vale, predominam salgueiros e choupos, enquanto nas encostas, a vegetação é típica da estepe. O tecido urbano de Sille é composto por fontes, banhos, pontes e casas tradicionais de pedra, remanescentes dos períodos seljúcida e otomano. O Portal da Cultura destaca que, entre os principais patrimônios históricos de Sille, estão cerca de quarenta cavernas esculpidas nas encostas da parte sul do assentamento, que foram utilizadas como moradias e locais de culto. O material de construção de Sille é a própria pedra local. A "pedra de Sille", de origem vulcânica, é conhecida por sua resistência ao calor e foi utilizada em muitos edifícios antigos em Konya. De acordo com o Portal da Cultura, as paredes da Madrasa Karatay também foram construídas com pedra de Sille. O Banho de Subaşı, localizado na área comercial, é um edifício do período otomano do século XIX, composto por duas salas de banho quente, duas salas de banho morna e um reservatório de água. Um estudo publicado pela Universidade de Selçuk em 2020 indica que as salas de banho quente e morna são cobertas por cúpulas de tijolo, enquanto o reservatório de água é coberto por uma abóbada em forma de barco. De acordo com notícias de 2018, o banho foi restaurado pela prefeitura de Selçuklu e transferido para a Ordem dos Arquitetos para ser utilizado como um museu de arquitetura. Uma das estruturas notáveis no vale é o antigo aqueduto, conhecido localmente como "Ponte do Diabo". De acordo com informações divulgadas pelo TGRT Haber, a estrutura, com base em seus materiais e técnicas de construção, é datada Em 1923-1924, durante a troca de populações, a população grega partiu para a Grécia, e imigrantes das regiões de Kozana e Florina se estabeleceram em Sille. De acordo com a Wikipédia em inglês, muitos dos que partiram fundaram a vila de Nea Silata, na região de Halkidiki. Em 2022, a população do bairro era de 1191 pessoas. Sille também é conhecida por seus artesanatos, como tecelagem, cerâmica e fabricação de velas. Os tapetes de Sille, tecidos com um corante amarelo natural extraído da planta "cehri", são um dos produtos mais conhecidos da região. Atualmente, poucos desses teares ainda estão em funcionamento. Sille foi declarada área de interesse urbano em 2001, garantindo sua proteção. Uma boa maneira de visitar é começar pela praça no fundo do vale e subir pelas ruas em ambos os lados do rio. Ao olhar para trás, a partir da encosta, abre-se uma vista panorâmica onde se podem ver as casas de pedra, as pontes e os vinhedos no vale. À tarde, a luz ilumina a face oeste do vale, e a cor da pedra parece mais quente nesse horário. De acordo com o Portal de Cultura, é fácil chegar a Sille de ônibus municipal, microônibus, táxi ou carro particular. Como algumas das ruas são íngremes e pavimentadas com pedra, é recomendável usar sapatos confortáveis.
3
Zazadin Hanı

Hotel Zazadin.

~1 h aqui
Tömek Mahallesi yakını, Konya-Aksaray kervan yolu, Selçuklu / Konya

O Han de Zazadin, localizado a aproximadamente vinte e dois quilômetros de Konya, a cerca de cinco quilômetros da estrada de Aksaray, perto da aldeia de Tömek. Ao se afastar da estrada principal, a massa de pedra que surge repentinamente no meio da estepe revela, por si só, como este han servia como um ponto de referência para os viajantes. Ao estacionar o carro, antes de entrar, dê uma volta ao redor da estrutura, pois o aspecto mais interessante deste han são suas paredes externas. As colunas poligonais, quadradas e cilíndricas que se apoiam nas fachadas, juntamente com as torres nos cantos, conferem à estrutura uma aparência de fortaleza. Observe de perto as pedras das paredes; o texto da Prefeitura de Konya destaca o uso de numerosas pedras reaproveitadas e a abundância de marcas de pedreiros. Pesquisadores da Universidade de Selçuk afirmam que algumas dessas pedras são provenientes de ruínas dos períodos romano e bizantino, e é por isso que você verá pedras de diferentes tamanhos e acabamentos lado a lado. Em seguida, dirija-se à porta principal na fachada sul e observe o padrão alternado de pedras de duas cores. Preste atenção às pequenas colunas trançadas que flanqueiam a porta e seus capitéis decorativos. Ao passar pela porta principal, você entra em um pátio através de um pórtico abobadado. O pátio é cercado por galerias e salas cobertas nas suas faces sul, leste e norte. As fontes mencionam vinte e quatro quartos, tanto abertos quanto fechados, além de um banho, um depósito, uma despensa e um estábulo no pátio. Acima do pórtico de entrada, há uma pequena sala de oração coberta por uma abóbada de estrelas, acessível por uma escada de pedra no canto sudoeste do pátio; considere-a como parte do programa arquitetônico do han. A escada de pedra na ala norte do pátio leva ao telhado; se for possível subir, não perca a oportunidade de ver a estepe de cima. Em seguida, dirija-se à porta principal da seção fechada a oeste; esta é a área onde os viajantes se hospedavam no inverno, com um espaço que se assemelha a um salão, com seus pilares e abóbadas. No interior, você notará que a seção central é mais larga e alta do que as laterais, e que a área quadrada no centro é coberta por uma cúpula suportada por trompas. O interior é mais claro do que você pode esperar, pois a cúpula foi coberta com uma estrutura transparente e um pináculo durante as restaurações. Tente encontrar as duas inscrições acima das portas; de acordo com elas, a seção fechada foi concluída em 1235-1236, e o pátio em 1236-1237, pelo vizir Sadeddin Köpek. De acordo com o texto da prefeitura, é provável que Sadeddin Köpek, também conhecido como artista e arquiteto, seja o arquiteto do han. A TRT Haber descreve a estrutura como o maior caravançarai construído pelo Sultanato de Rum em Konya. O nome original do han era Sadeddin Hanı, que com o tempo se transformou em Zazadin na linguagem popular. Durante as escavações de 1996, foram encontradas telhas hexagonais na seção fechada Aguarde o momento em que a luz do sol da tarde ilumina a fachada do edifício, destacando as pedras de duas cores diferentes. A partir daqui, siga pela estrada que leva a Aksaray e siga em direção ao leste; a última parada, Kızören Obruğu, está localizada na mesma estrada.

Fontes: Prefeitura de Konya, Zazadin Hanı; TRT Haber (AA), o maior caravançarai do período Seljúcida em Konya; Timeturk (AA), o Zazadin Han espera seus hóspedes com sua grandiosidade; Wikipédia, Zazadin Hanı.

O Caravançarai de Zazadin Han, localizado aproximadamente a 22 quilômetros a nordeste de Konya, próximo à estrada Konya-Aksaray, é um importante exemplo da arquitetura seljúcida. É considerado o maior caravançarai construído pelos seljúcidas na região de Konya. Suas paredes de pedra, que surgem abruptamente no meio da planície, revelam a importância que essas rotas comerciais tinham nessa área. As inscrições nas portas do caravançarai indicam que ele foi construído sob o reinado de Sultan I. Alaeddin Keykubad, entre 1235 e 1236, enquanto a área do pátio foi concluída durante o reinado de II. Gıyaseddin Keyhüsrev, entre 1236 e 1237. Ambas as inscrições mencionam Sadeddin Köpek como o fundador. Sabe-se que Köpek era também um artesão e arquiteto, o que sugere que ele pode ter sido o responsável pelo projeto do caravançarai. Originalmente chamado de Sadeddin Hanı, o nome evoluiu para Zazadin Hanı ao longo do tempo. O caravançarai é composto por duas seções principais: uma área aberta para o verão e uma área fechada para o inverno, dispostas em um espaço retangular que se estende de leste a oeste. As paredes externas são reforçadas por pilares poligonais, quadrados e cilíndricos, bem como por torres nos cantos, conferindo ao edifício uma aparência de fortaleza. Muitas pedras reaproveitadas de edifícios romanos e bizantinos foram utilizadas nas paredes, e é possível identificar esses fragmentos até hoje. As marcas dos pedreiros também são visíveis na estrutura da parede. A porta principal, localizada na fachada sul, é projetada como um volume retangular que se eleva acima do nível da fachada. A técnica de construção em que pedras de cores diferentes são dispostas alternadamente confere à porta uma aparência elegante. Pequenas colunas com decoração em relevo flanqueiam um nicho com arco ogival. Ao passar pela porta, acessa-se um pórtico abobadado que leva ao pátio. Os lados sul, leste e norte do pátio são cercados por arcadas e salas abobadadas. Acima do pórtico de entrada, há uma pequena mesquita coberta por uma abóbada em forma de estrela, acessível por uma escada de pedra de um braço localizada em um dos cantos do pátio. Outra escada de pedra no lado norte conecta o pátio ao telhado do caravançarai. De acordo com as fontes, o pátio é cercado por 24 quartos de diferentes tamanhos, além de um banho turco, um depósito, um armazém e estábulos. A seção de inverno é o espaço interior mais impressionante do caravançarai. A área central, mais ampla e alta, se conecta a áreas laterais cobertas por abóbadas em forma de berço. A cúpula no centro da área central foi coberta por uma estrutura translúcida durante as restaurações, permitindo que a luz natural entrasse. Escavações realizadas em 1996, com a participação da Universidade de Selçuk, revelaram tijolos hexagonais nessa área. A autenticidade dos fragmentos de azulejos encontrados na mesma escavação ainda é objeto de debate. Após anos de deterioração, o caravançarai passou por uma restauração completa em 2 Devido a isso, as condições de visita e o acesso ao local são determinados pelo proprietário; verifique se o local está aberto e quais são as condições atuais antes de ir. O edifício também é utilizado ocasionalmente para filmagens e eventos culturais. Para chegar ao han, siga a estrada que liga Konya a Aksaray, entre na saída para Tömek e continue de carro. Na estepe, há pouca sombra, por isso é mais agradável visitar durante a manhã ou no final da tarde, especialmente no verão. O pôr do sol tinge os tons de bege e branco da pedra com uma cor quente, e a série de torres nas paredes externas é melhor fotografada nesse horário. Uma volta pelos arredores do han, observando a disposição das colunas e das pedras reaproveitadas, é um bom começo. Ao longo da mesma estrada, mais a leste, encontram-se o Kızören Obruğu e o Obruk Hanı, então é fácil incluir as duas paradas no mesmo dia.
4
Kızören Obruğu

Kızören Obruğu. (This is a proper noun, likely a place name. I'm leaving it as is, assuming it's best to preserve the original name.)

~1 h aqui
Obruk Mahallesi, Konya-Aksaray yolu, Karatay / Konya

A depressão cárstica de Kızören está localizada a alguns quilômetros ao norte da estrada que liga Konya a Aksaray, no bairro de Obruk, pertencente ao distrito de Karatay, e fica a aproximadamente setenta e cinco quilômetros do centro da cidade. Após Zazadin, a estrada atravessa uma planície; ao considerar as cavidades cársticas sob a superfície desta planície, a experiência se torna mais significativa. Ao estacionar o carro, dirija-se primeiro para a frente, para o Han de Obruk, localizado imediatamente a oeste da depressão, em vez de se aproximar da borda da depressão. Este caravançarai seljúcida, sem inscrição e de autor desconhecido, é datado pelos historiadores no início do século XIII e recebeu o nome da depressão adjacente. A razão para a construção do caravançarai neste local era a água; ele abastecia as necessidades de água das caravanas por um longo período a partir deste lago. A Universidade de Selçuk realizou escavações e trabalhos de limpeza no caravançarai em 1996, e a estrutura foi restaurada e revitalizada nos últimos anos pela prefeitura de Karatay. Observe as pedras com inscrições nas paredes do caravançarai; a prefeitura informou que essas inscrições foram traduzidas e contêm informações sobre a vida da época. De acordo com o site Showcaves, o termo "obruk" é usado para descrever esses raros lagos cársticos encontrados apenas na região de Konya. A maioria das depressões na planície estão secas; Kızören é um exemplo importante por ainda reter água. Em seguida, vá até o mirante na borda da depressão e, antes de olhar para baixo, pare por um momento para compreender a forma da depressão. A depressão, que se alarga como um funil na parte superior, desce em direção à água com paredes de calcário íngremes. De acordo com os dados do site Showcaves, a depressão, com formato elíptico, tem aproximadamente cento e oitenta metros de comprimento e cento e cinquenta metros de largura, e a profundidade da água atinge cento e quarenta e cinco metros; os números podem ser ligeiramente diferentes, conforme indicado na Wikipédia em turco. Atualmente, a superfície da água está mais de vinte metros abaixo do nível da planície, e essa diferença não é apenas um fenômeno natural. O uso excessivo de água subterrânea para irrigação diminuiu o nível do lago, e constatou-se que, entre 1996 e 2006, o nível diminuiu em cerca de dez metros. Por isso, a captação de água para fins agrícolas e domésticos a partir do lago foi interrompida. Além disso, o nível do lago varia até cinco metros ao longo do ano. De acordo com o geólogo Fetullah Arık, na região que se estende ao sul de Kızören, em direção a Karapınar, existem muitas novas depressões formadas nos últimos anos, além das depressões mais antigas. Observe atentamente a superfície da água; de acordo com a Wikipédia, não foi possível detectar a presença de qualquer organismo vivo neste lago profundo, que é alimentado por águas subterrâneas. O lago e a área circundante de cento e vinte e sete hectares foram designados como um importante pântano de interesse internacional no âmbito da Convenção de Ramsar em 2006. O registro na Convenção de Ramsar descreve este lago de água doce, localizado no meio da estepe árida, como a única fonte Caminhe de um lado a outro da lagoa, observando-a de diferentes ângulos, pois a profundidade da cratera só pode ser compreendida ao se movimentar. Este é o último ponto do dia; é mais seguro sair para a estrada de Aksaray antes que escureça e retornar a Konya, em vez de dirigir em estradas rurais sem iluminação. Fonte: Showcaves, Lago Kızören; Ramsar Sites Information Service, Kizören Obrouk; Timeturk (AA), Han com vista para o lago Obrouk; Memurlar.net (AA), Obruk Han; Wikipédia, Lago Kızören.

Kızören Obruğu é uma enorme depressão lacustre localizada aproximadamente 70 quilômetros a nordeste de Konya, nas fronteiras do distrito de Karatay, a poucos quilômetros ao norte da estrada Konya-Aksaray. No meio da vasta planície, as paredes verticais de calcário e a água azul-escura no fundo criam uma paisagem impressionante, difícil de acreditar para quem a vê pela primeira vez. O lago é conhecido como a maior "obruğu" (depressão cárstica) conhecida na Turquia. Uma "obruğu" é uma cavidade vertical formada pelo colapso do teto de uma área subterrânea em terrenos cársticos. O Kızören Obruğu está localizado em uma planície calcária, onde existem muitas dessas depressões, e por isso a área é conhecida como "Planalto das Obruğu". A altitude do planalto é de aproximadamente 1000 metros, e a paisagem circundante é coberta por estepes que foram transformadas em campos agrícolas. A maioria das "obruğu" na região são secas; o Kızören é um dos poucos exemplos que ainda contêm uma grande massa de água. As dimensões da "obruğu" são fornecidas de forma diferente em várias fontes, e essa diferença pode depender do ano em que a medição foi realizada. A Wikipédia em turco indica que o diâmetro é de 228 metros e a profundidade total é de 171 metros, dos quais 145 metros são de água. O site Showcaves, especializado em cavernas, afirma que a depressão tem aproximadamente 180 metros de comprimento, 150 metros de largura, e que a água está a cerca de 25 metros abaixo da superfície e a 145 metros de profundidade. Ambas as fontes concordam que a água está a dezenas de metros abaixo da superfície e que o lago é muito profundo. A água visível na "obruğu" reflete o nível da água subterrânea na região. O lago é alimentado por águas subterrâneas e apresenta uma variação de nível de até 5 metros ao longo do ano. A extração excessiva de água para irrigação diminuiu significativamente o nível do lago; estima-se que a queda tenha sido de cerca de 10 metros entre 1996 e 2006. Devido ao fato de que a água do lago era a fonte de água doce mais barata da região, a Administração de Águas do Estado instalou bombas na margem sul para fornecer água potável à população local. Posteriormente, a extração de água para irrigação e uso doméstico foi interrompida. A proximidade de Çatalhöyük, um dos assentamentos mais antigos do mundo, a apenas 64 quilômetros de distância, serve como um lembrete de que a água tem sido central para a vida nesta planície por milhares de anos. À medida que a água subterrânea é extraída na região, a pressão nas paredes das cavidades que antes estavam cheias de água diminui, e essas cavidades podem colapsar. Por essa razão, o site Showcaves relata que o número de novas depressões tem aumentado na área. Geólogos da Universidade de Selçuk também observaram que, além de antigas "obruğu" como Meyil e Çıral, existem muitas depressões recém-formadas na região que se estende ao sul de Kızören, até Karapınar. Portanto, ao se aproximar da borda da "obruğu", é Este caravanserrão data da primeira metade do século. O nome "Han" deriva da depressão que se encontra ao seu lado, e durante o período em que foi utilizado, ele fornecia água para os viajantes. Localizado ao longo desta rota, onde os caravanserrões eram construídos a intervalos de 30-40 quilômetros, distância que uma caravana podia percorrer em um dia, o Obruk Han é um dos elos da cadeia que liga Konya a Aksaray. Após um longo período de negligência, o caravanserrão foi restaurado e a área ao redor foi revitalizada. A forma mais fácil de chegar a Kızören é de carro, pela estrada Konya-Aksaray. A depressão (obruk) é também um ponto de interesse para os turistas que visitam a Capadócia. Atualmente, sabe-se que a água do lago, que por muito tempo foi considerada estagnada, na verdade flui lentamente do subsolo para outros lagos. No interior, o vento pode ser forte, por isso não se esqueça de levar roupas quentes e água. Ao visitar o Obruk Han, é recomendável também visitar o Zazadin Han, que fica mais perto de Konya, na mesma rota. Assim, você poderá apreciar tanto a arquitetura da rota de caravanas seljúcida quanto a importância da água nesta região, tudo no mesmo dia.

Mapa da rota

Info da rota
CidadeMeram, Konya
TipoCultural
Paragem4
Data19 de outubro de 2026
Radar TürkiyeAutorRadar TürkiyeIniciar rota